Capitão Zuzinha

(José Lourenço da Silva)

“Zuzinha colaborou na formação, e estruturação,
de várias Bandas Militares,
além de ser
um dos maiores divulgadores da genialidade do frevo.”
………………………… (Maestro Ivan do Espírito Santo)

zuzinha6Capitão Zuzinha
Nasceu em 10/2/1889, em Catende/PE. Faleceu no dia 26/8/1952, em Recife/PE. Criança ainda, seguiu com os pais para Goiana, Em 1906 aos 17 anos, já escrevia música muito bem e tocava todos os instrumentos, apesar de nunca haver feito cursos. O instrumento de sua predileção, era a flauta que, para ele, não possuía segredos. Ainda em Goiana, pertenceu à famosa banda da cidade, a Saboeira, da qual chegou a ser regente.
Em 1916, mudou-se para o Recife, onde ingressou na Polícia Militar de Pernambuco, exercendo a atividade de mestre de banda daquela corporação. Autor de composições que se tornaram populares, como é o caso do dobrado Zé da Guia, compôs músicas que hoje são estudadas e consideradas como de rara força instrumental. Entre as suas composições estão os mais variados gêneros musicais, demonstrando, em todos eles, uma técnica apurada.
(fonte: texto na integra http://www.onordeste.com/)
(fonte: Capitão Zuzinha resumo biográfico Renato Phaelante)

Ouça composições do Capitão Zuzinha

Dobrado – Zé da Guia  – Capitão Zuzinha  – link  Luis Antonio Rabelo;
Dobrado – Padre João Barbalho – Capitão Zuzinha
Frevo  –  Divisor de águas – Capitão Zuzinha –
Marcha de Procissão – São Sebastião – Capitão Zuzinha –

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José Lourenço da Silva, Zuzinha, nasceu em 10/2/1889, em Catende, Pernambuco. Faleceu no dia 26/8/1952, em Recife, Pernambuco.

Criança ainda, seguiu com os pais para Goiana, Zona da da Mata Norte de Pernambuco, cidade onde foi criado. A vocação musical começou muito cedo. Menino, no colégio que estudava, compôs sua primeira valsa, Saudades de minha mãe.

Dono de excelente ouvido musical e boa memória, bastava-lhe ouvir tocar uma única vez qualquer melodia para que logo a fixasse em sua mente.

Aos 17 anos, já escrevia música muito bem e tocava todos os instrumentos, apesar de nunca haver feito cursos. Era um músico nato, de rara vocação. O instrumento de sua predileção, no entanto, era a flauta que, para ele, não possuía segredos.

Ainda em Goiana, pertenceu à famosa banda da cidade, a Saboeira, da qual chegou a ser regente.

Em 1916, mudou-se para o Recife, onde ingressou na Polícia Militar de Pernambuco, exercendo a atividade de mestre de banda daquela corporação.

O apelido Zuzinha, adquirido desde os tempos de Goiana, sofreu um acréscimo depos, quando passaram a chamá-lo Capitão Zuzinha devido aos tempos na brigada militar.

Autor de composições que se tornaram populares, como é o caso do dobrado Zé da Guia, compôs músicas que hoje são estudadas e consideradas como de rara força instrumental.

Entre as suas composições estão os mais variados gêneros musicais, demonstrando, em todos eles, uma técnica apurada.

Outras obras

Dissuasão, valsa para instrumento de sopro;
Porque te amo, valsa para instrumento de sopro e percussão;
Laís e Helena, ambas valsas para instrumento de sopro, cordas e percussão;
A viola encantada, tango composto para a revista Ursada;
Pensando nela, valsa;
Bonitas pernas, fox-trot;
Judith Cavalcanti, valsa para sopro e percussão;
Fadinho da Lafayette, fado;
A flor de lotus e Tua imagem, ambas para instrumentos de sopro;
Hino de Olinda, com letra de Themistocles de Andrade;
Lucilla, valsa-choro, resgatada no LP Compositores Pernambucanos no. 1, lançado pela Fundaj, valsa para instrumento de sopro e percussão;
Polka choro, de 1921.

Fontehttp://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Zuzinha<r=z&id_perso=1916

MPB – Compositores Pernambucanos – Coletânea bio-músico-fonográfica– 100 anos de história, Renato Phaelante, Cepe Editora, 2010.

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Capitão Zuzinha, à frente da Banda da Brigada Militar * foto extraída do livro “Banda de Música da PMPE: fator de integração e desenvolvimento de Marilourdes Ferraz

José Lourenço da Silva
Capitão Zuzinha

Em 1901, vinha chegando de Pau d’alho, Zuzinha, hoje capitão José Lourenço da Silva, mestre da banda da Força Policial de Pernambuco. Tomou a batuta da banda do 40° de Infantaria.

Ele, e mais Juvenal Brasil, do Lenhadores, e Manuel Guimarães, do Vassourinhas, é que começaram a dar forma ao frevo. Já o Carnaval botava na rua grandes clubes pedestres — os Caiadores, os Lenhadores, as Pás, os Empalhadores do Feitosa…

Por esse tempo, a introdução do frevo ainda era calma. O povo se mexia pouco. Talvez, porque nesse tempo, a polícia tivesse começado a campanha contra os capoeiras, mandando Valdevino, João de Totó e Jovino dos Coelhos para a detenção, outros para Fernando de Noronha, outros, diretamente, para o necrotério.

Pouco a pouco, as introduções foram tomando o seu caráter violento, impetuoso, desabrido. O povo se foi expandindo, deixando de cantar, tomando gosto na coreografia, firmando os passos. Chegou, o frevo, ao que hoje é, sem muita diferença com o que era há dez ou quinze anos passados.

José Lourenço da Silva nasceu na cidade de Catende, em 10 de fevereiro de 1889, transferindo-se ainda criança para Goiana, na Mata Norte de Pernambuco. Ainda criança, no colégio que estudava, compôs sua primeira valsa, Saudades de Minha Mãe. Aos 17 anos já escreveria música e dominava grande arte dos instrumentos musicais de uma Banda Saboeira de Goiana, da qual veio ocupar a função de regente. O instrumento de sua predileção, era a flauta que, para ele, não possuía segredos.

Em 1916 mudou-se para a capital, o Recife, onde ingressou na Polícia Militar de Pernambuco, exercendo a atividade de mestre de banda daquela corporação, onde continuou até os 32 anos de idade. O apelido Zuzinha, adquirido desde os tempos de Goiana, foi acrescido depois de Capitão Zuzinha devido aos tempos na brigada Militar.

zuzinha2amareladaAutor de composições que se tornaram populares no seio da comunidade como é o caso do dobrado Zé da Guia. Sendo um dos músicos mais aplaudidos de sua geração, compôs músicas que hoje são estudadas e consideradas como de rara força instrumental no seu contexto criativo, evidenciando-se até os nossos dias.

Entre suas composições estão os mais variados gêneros musicais demonstrando, em todos eles, uma técnica apurada.

Faleceu em 26 de agosto de 1952, na cidade do Recife, aos 63 anos de idade.

Outras de suas obras:
• Dissuasão, valsa para instrumento de sopro;
• Porque te Amo, valsa para instrumento de sopro e percussão;
• Laís e Helena, valsas para instrumento de sopro, cordas e percussão;
• A Viola Encantada, tango composto para a revista Ursada;
• Pensando Nela, valsa; • Bonitas Pernas, Fox-trot;
• Judith Cavalcanti, valsa para sopro e percussão;
• Fadinho da Lafayette, fado;
• A Flor de Lótus e Tua Imagem, para instrumento de sopro;
• Hino de Olinda, com letra de Themistocles de Andrade;
• Lucilla, valsa-choro, resgatada no LP Compositores Pernambucanos nº 1, reproduzido para Fundação Joaquim Nabuco;
• Sarah Ramos valsa para instrumento de sopro e percussão;
• Polka Choro, de 1921.

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Capitão Zuzinha

* trecho extraído do livro de Renato Phaelante, in MPB Compositores Pernambucanos. Recife: FUNDAJ; Editora Massangana, 1998.
* imagens extraídas do livro de Marilourdes Ferraz, Banda de Música da PMPE: fator integração e desenvolvimento.
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