Histórico

Grêmio Musical Henrique Dias foi fundado em 30 de abril de 1954, em Olinda, Pernambuco, pelo maestro Antônio Pereira com o nome de Última Hora, pois a banda saía com a troça carnavalesca Última Hora, da Vila Bernardo Vieira de Melo, na Vila Popular.

No começo era uma fanfarra, ou seja, tinha violão, sanfona além de instrumentos de sopro e percussão – pau e corda com metais, paleta e percussão. Com o tempo foi crescendo e virou banca – só paleta, metais, além da percussão.

Da Vila Popular – bairro de Olinda – o Grêmio veio para Olinda Antiga, e ficou por algum tempo sem sede própria, reunindo-se em casa de pessoas amigas, como o sr. Luiz Miranda até que se conseguiu um terreno (com débitos) na prefeitura e iniciou, com esforço dos próprios músicos e de amigos, a construir sua sede própria.

O nome de Henrique Dias, o famoso chefe das tropas de negros pernambucanos na guerra contra os holandeses, foi sugestão do sr. Alfredo Lopes, antigo prefeito de Olinda. O fundador do Grêmio, Antônio Pereira, já falecido, também era negro.

O Grêmio Henrique Dias é um centro formador de músicos e tem dado contribuição decisiva para as orquestras e bandas que trabalham no Carnaval de Olinda, além das procissões religiosas, eventos e festas.

Além da orquestra de frevo – com ponto forte no Carnaval e atuação de músicos em outros grupos culturais da cidade, como Orquestra Contemporânea de Olinda – o Grêmio desenvolve um trabalho de educação musical junto a jovens da cidade. Assim, o grupo oportuniza o ingresso no mercado de trabalho e a possibilidade de talentos serem descobertos e desenvolvidos.

Nomes como Evandro Pereira (primeiro trombonista da Orquestra Sinfônica de Lyon – França) começaram sua vida musical no Grêmio. Além dele, inúmeros outros artistas saíram dos quadros do Grêmio e hoje compõem a Orquestra Sinfônica do Recife, a Banda Sinfônica da Cidade do Recife, a Banda Municipal de Paulista, as Bandas Militares das Forças Armadas e da Polícia Militar, além de orquestras de baile.

Fonte: Foral, informativo da Fundação Centro de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda, a partir de texto de Paulo Santos e Portal Nação Pernambuco.