Sargento Adelson

Nasceu em 1949, gravataense, vem de uma família que respira música. Filho do músico Manoel Pereira da Silva o “Manoel do Bombardino”, Adelson cresceu vendo seu pai como o maestro da Banda XV de Novembro de Gravatá.

“Minha casa era a própria banda. Teve uma época que os ensaios eram lá, eu ainda nem tinha dez anos, mas lembro de meu pai dando aulas de partitura”, disse.

O pai tomava as lições dos alunos enquanto o ainda garoto, com sete anos, observava e arriscava alguns olhares curiosos sob as lições do pai. Cresceu no meio de grandes artistas e teve como incentivo o próprio pai, famoso músico da cidade na primeira metade do século 20.

“Meu pai não admitia palpite, mas um dia um dos alunos errou e eu fui corrigir, acabei acertando e meu pai se surpreendeu”.

Segundo Adelson, esse foi o início da carreira musical. Ingressou na banda tocando percussão e não parou mais. Aos 12 anos foi chamando para tocar bateria com o músico Ênio Barbosa.

“Eu nem sabia tocar bateria ainda, mas ele me chamou pra fazer parte de um conjunto”.

O grupo se chamava Vocalistas Guaranis e contava com músicos de Gravatá e região. Foi através de Ênio que Adelson teve o primeiro contato com a bateria.

A trajetória em Gravatá se estendeu também com “Ênio e seu Conjunto” até os 17 anos quando foi para o Recife e entrou na aeronáutica. “Com Ênio fizemos muito sucesso. Para a época era muito bom, tocamos em festivais e bailes em muitas cidades”, completou. No Recife deu início a carreira profissional de baterista. Tocou com o maestro José Menezes no festival de carnaval em 1972 e se destacou com o único baterista que tocava com partitura.

“Eu ouvia dizer que tinha um ‘matuto’ de Gravatá que tocava muito, mas só depois fiquei sabendo que falavam de mim”, disse Adelson. A carreira com José Menezes levou Adelson a se destacar na gravação de frevos.

Durante esses anos, fez inúmeras participações e gravações do ritmo pernambucano. “Até hoje eu participei de 80% da gravação dos frevos em Pernambuco, a maioria dos CDs eu gravei”.

Com a fama e o talento de baterista mestre em tocar frevo, foi convidado para gravar o primeiro CD da Spok Frevo. O convite do saxofonista Spok se estendeu para a participação na banda e a permanência de Adelson como o baterista oficial.

“Foi através dali que conheci o mundo, o Recife me abriu as portas”, falou.

Por diversas vezes visitou a Europa, Ásia e América do Norte, com a Spok Frevo, gravou DVDs e ganhou o prêmio TIM de banda revelação.

  • além da Spok Frevo,
  • toca na banda Pinga Fogo,
  • é o maestro da Banda XV de Novembro em Gravatá
  • e regente da Banda do Sítio Limeira, ensina música aos filhos dos agricultores da região.
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veja abaixo clipes produzidos pela equipe do Ponto de Cultura Bandas Centenárias Convergência Digital sobre a biografia do baterista, professor e maestro Adelson Silva:

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Clipe 1 – apresentação, síntese do aprendizado, desenvolvimento e profissionalização, experiência local, nacional e internacional;

Clipe 2 – recordações do pai o maestro Manoel Bombardino, a importância do grupo musical do Ênio;

Clipe 3 – o período como musico da Banda da Base Aérea do Recife, o dobrado “O mais longo dos dias”, a caixa de guerra uma escola para desenvolver sincope no frevo;

Clipe 4 – intensa atividade como músico civil, tocou com Zé Menezes, Fernando Borges, Sivuca, viajou o mundo tocando Frevo e MPB;

Clipe 5 – atualmente toca com a Pinga Fogo, e com a SpokFrevo Orquestra, é regente da XV de Novembro e da Filarmônica Manoel Bombardino;

Clipe 6 – a importância da cultural musical pernambucana/brasileira, homenagem a memória dos Maestros: Manoel Bombardino, Ulisses Lima, Petronilo Malaquias e Vigarinho;

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Filarmônica Manoel Bombardino

Clipe 7 – apresentação da Filarmônica Manoel Bombardino, localizada na zona rural de Gravatá, uma ação de inclusão musical-cultural

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Professora Lurdinha

Clipe 1 – Professora Lurdinha, dirigente e pesquisadora da Sociedade Musical XV de Novembro

Clipe 2 – Professora Lurdinha, dirigente e pesquisadora da Sociedade Musical XV de Novembro

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Sociedade Musical 15 de Novembro (comemoração dos 118 anos)

Clipe saída da sede – A Sociedade Musical 15 de Novembro comemorou 118 anos de existência na cidade de Gravatá. Também foi realizado o 16º encontro de bandas de gravatá com a participação da Banda Sinfônica do Cemo e da Banda da Base Aérea do Recife. A Sociedade Musical consolida-se como escola de música, mantendo sua Banda e liberando músicos para as mais diversas corporações musicais do país.

Clipe palco 1 – Sociedade Musical XV de Novembro, regência Adelson Silva

Clipe palco 2 – Sociedade Musical XV de Novembro, regência Adelson Silva, participação do bandolinista Marcos Cesar, e participação da cantora Dalva Torres

Clipe palco 3 – A Sociedade Musical 15 de Novembro comemorou 118 anos de existência na cidade de Gravatá (nov/2012). Recebeu como convidado o emblemático Coral Edgar Moraes, tornando a apresentação poética.

 

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