Sgt Emanuel

Sgt Emanuel Cabral
…Natural da cidade de Goiana-PE, Emanuel começou seus estudos musicais no ano de 2005 na Sociedade Musical 12 de Outubro (Banda Musical Saboeira) em Goiana-PE, tocando saxofone com o tempo tornou-se professor na Saboeira e no CEMAD (Centro de Educação Musical da Assembleia de Deus).

Em 2009 deu início a seus estudos na flauta transversal com o Professor George Albert no CPCMR (Centro Profissionalizante de Criatividade Musical do Recife) agora chamada de  Escola Técnica Estadual de Criatividade Musical, no mesmo ano passou a estudar no CEMO (Centro de Educação Musical de Olinda), com o Professor Rogério Acioly, logo depois ingressou no curso de Bacharelado em flauta da UFPB sob a orientação do Professor Gustavo de Paco de Géa.

Em 2011 foi aprovado no concurso à nível nacional ficando em 2º lugar da E.A.G.S. (Estágio de Adaptação a Graduação de Sargento) em Guaratinguetá-SP. Desenvolve a função de Sargento Músico da Banda da Base Aérea do Recife tocando flautim

Participou de vários cursos e master-class como, a Oficina de Formação de Produtores Culturais e Músicos para Bandas de Música (FUNDARPE), Curso de Música de Câmara Anos I e II (Prefeitura de Goiana-PE), o MIMO 2010 (Mostra Internacional de Música de Olinda) com o professor Toninho Carrasqueiro, também teve aulas com Carlos Malta, Maria Conceição Benk, em 2011 participou da Oficina de Madeiras da Turnê OSESP Itineirante com o Professor José Ananias Souza Lopes na cidade de São Paulo.

Participou de vários grupos musicais como o Grupo de Chôro os Boêmios, Grupo G7 e do Conjunto Regional Caçua, com o qual gravou um CD e participou do FIG (Festival de Inverno de Garanhuns).

Atualmente é músico militar da Banda da Base Aérea do Recife, é também flautista do Quinteto Uruaé e faz o curso de licenciatura com ênfase em flauta transversal na UFPE.
_____________________________________

TEXTOS

Bandas de Musica de Goiana
terça-feira, 2 de abril de 2013

O ENGENHO MIRANDA E SUA ”BANDA RÚSTICA”
(por Emanoel Cabral)

Mais ou menos no inicio de século 19 existia um grupo de escravos músicos no engenho Miranda, o que deveria ser normal também em outros engenhos da época, esses conjuntos musicais ainda descaracterizados atendiam as necessidades do engenho tanto cívica como religiosa.

A julgar por um lançamento feito no livro de ”Conta de Despesas” da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, relativa a dezembro de 1820, ”idem (Dinheiro) a um portador que foi à Miranda ver as xaramelas-$160″. Neste caso, resta-nos concluir que se trata aqui de uma organização sócio musical.

Por sua vez, o tópico seguinte é relativo a outro lançamento, sendo este, de dezembro de 1845, mas que vem nos dar a confirmação da conclusão acima ”Dinheiro pela música a Antônio Ximendes. Recibo n.7 – 18$000″. e um pouco mais além: “dinheiro aos pretos das xaramelas- 4$000″.

Sendo assim, dessa época, talvez, e de outras anteriores, diz a tradição de Goiana “tocarem os escravos sem nenhum conhecimento de teoria musical (mesmo em funções sacras) sendo seus instrumentos: piston (ou equivalente); requinta, clarinete, trombone, baixo, triângulo, pífano, (SANTIAGO,1948,P 6-8)

Ob: Eles provavelmente chamavam esses conjuntos musicais de ”xaramelas”, essa designação é dada a um instrumento ancestral ao clarinete.

Emanuel Cabral
(atualmente é músico da Banda da Base Aérea do Recife)

REFERÊNCIA: Dissertação para a obtenção do título de mestre, DEVOÇÃO E RESISTÊNCIA: AS IRMANDADES DE HOMENS PRETOS DE GOIANA(1830-1850) de Maria de Jesus Santana Silva

http://tropicanabanda.blogspot.com.br/2013/04/o-engenho-miranda-e-sua-banda-rustica.html

__________________________________________

Bandas de Musica de Goiana
domingo, 3 de março de 2013

Por Emanoel Cabral (Músico da Banda Musical Saboeira)

A difusão do gosto musical em Goiana granjeara-lhe o titulo de ”Milão Pernambucana”, porque dela se dizia, numa crônica coeva, que ”Passando-se por suas ruas, ouve-se daqui uma trompa, dali um baixo, adiante um piston, além um trombone, uma clarineta, uma flauta, um assobio, uma harmonia ou uma melodia qualquer, e não se vê nem sala nem corredor que não tenha na paredes, duas ou três ordens de gaiolas com passarinhos cantores e chilreadores”. Rara a casa, de classe média para cima, que não dispunha do seu piano alemão, do seu bandolim ou do seu violino. (Machado, Teobaldo. As Insurreições Liberais em Goiana. Companhia Editora de Pernambuco-CEPE Recife, 1990).

Segundo Valdemar de Oliveira […] Goiana se distingue no terreno da cultura, da arte, toda ela um relicário – nas suas igrejas majestosas, nos seus cruzeiros de pedra, nos seus lavores de prata e ouro, nos seus arquivos musicais, nas suas entidades culturais, nas suas organizações artísticas, em todas essas coisas que dizem pensamento, cultura, inteligência, primado espiritual. Goiana é uma velha matrona coberta de joias. Nos dias de festas, põe para fora as suas baixelas, os seus adereços, os seus títulos herdados – tem o que mostrar, tem de que se envaidecer. […]

Goiana sempre se destacou não só por suas belezas naturais e urbanísticas, mas também pelo gosto musical de sua gente, fico imaginando como era a minha Goiana do século 19, a refinada cultura dos goianenses eclodindo nos quatro cantos da cidade, assim como descreve essa crônica acima.

Com certeza não foi por acaso que o imperador D. Pedro II veio visitar essa magnifica cidade que respirava musica, pois ele era um amante das artes. Mario de Andrade situa o seguinte” (…) o segundo Império foi talvez o período de maior brilho exterior da vida musical brasileira” (Andrade,1980b,p.168).

Se, por um lado, poucos trabalhos perduraram na memória musical brasileira, por outro, a produção foi intensa e constante, e certamente, em uma retrospectiva da vida artística no Brasil, não se encontra paixão tão entusiástica pela musica quanto no tempo de D.Pedro II.

Essa arte foi transformada em verdadeiro material de consumo de primeira ordem pela audição, pelo estudo individual pela aquisição de partituras e de instrumentos, e ainda pela grande quantidade de eventos realizados. Como consequência desse efervescente período para musica, Goiana era polo musical, Mario Santiago no de seus ”Elementos para a Historia da Sociedade Musical Curica”, registra o numero de 12 bandas, além da Curica e Saboeira.

Portanto, Goiana sempre foi uma cidade diferenciada em relação as outras não só por causa da nossa localidade favorável e terra fértil mas por causa da nossa inclinação para as Artes, em especial a música, não é por acaso que exportamos vários músicos que são referências nacionais como os maestros Guedes Peixoto, Duda , Zuzinha e tantos outros, é um legado que não acaba e sempre continua.

Fonte: http://tropicanabanda.blogspot.com.br/2013/03/por-emanoel-cabral-musico-da-banda.html

Postado por Bandas de Musica de Goiana às 18:56

_________________________________